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15 anos do Banco Tupinambá uma das mais bem sucedidas experiências de Economia Solidária e Inclusão Financeira da Amazônia.



A inclusão financeira e bancária da população de baixa renda aos serviços tradicionais da economia pode ser um desafio. Em muitos lugares, como o acesso a tecnologias é precário, as comunidades não conseguem ingressar nesses sistemas de pagamentos e transações financeiras. Para abarcar estes nichos foram criados os bancos comunitários, iniciativa legalizada pelo Banco Central e que torna o sistema econômico mais democrático em regiões com alta vulnerabilidade ou desigualdade social.



Um diferencial dos bancos comunitários é a criação de uma moeda própria, ou moeda social. E há uma iniciativa de sucesso na capital paraense, na área rural da Ilha de Mosqueiro, distrito de Belém, mais precisamente na comunidade da Baía do Sol. O moqueio, como é chamada a moeda do banco, tem o mesmo valor do real. Apesar de causar estranheza por ser diferente do real na aparência, a cédula já é utilizada de forma paralela por boa parte da população, que não abandonou o papel-moeda tradicional da economia brasileira e utiliza os dois tipos.


DESENVOLVIMENTO ECONOMICO


Além de promover inclusão, os bancos comunitários levam o desenvolvimento econômico às comunidades onde atuam. O princípio é de que a criação dessas entidades, que têm uma perspectiva solidária, gera economia para a população, que não precisa se deslocar a centros mais urbanos para acessar os serviços financeiros, como compra e venda de produtos e serviços, empréstimos e financiamentos. Todo o dinheiro que seria gasto fora é utilizado, de alguma forma, dentro da própria comunidade. Essa economia é capaz de gerar mais empreendimentos e negócios, que, por sua vez, criam emprego e renda para a população. É, então, uma rede local de produção e consumo, com apoio às iniciativas da economia popular e solidária.


A HISTÓRIA


Em agosto de 2008, lideranças comunitárias da Baía do Sol viajaram até Fortaleza (CE) para conhecer a experiência do Banco Palmas (o primeiro Banco Comunitário do Brasil), que conseguiu transformar a favela do Conjunto Palmeira, em um bairro popular com grande vigor econômico. No mesmo ano fizemos uma parceria com o Banco Palmas para a criação de um banco comunitário na região. Foi fundada por Marivaldo Vale e Ivoneide Vale, pioneiros na Economia Solidária na Amazônia.



Em 16 de janeiro de 2009 inauguramos O Banco Comunitário Tupinambá com o objetivo de gerar trabalho e renda na comunidade da Baia do Sol, e multiplicar a experiência em outras comunidades da Ilha do Mosqueiro. A ideia era implantar programas e projetos de trabalho e geração de renda, utilizando sistemas econômicos solidários na perspectiva de superação da pobreza urbana local. O Banco Tupinambá é um banco comunitário brasileiro, conhecido formalmente como "Banco Comunitário de Desenvolvimento" (BCD) e nasceu com diretrizes bem definidas: garantir microcrédito para produção e consumo local a juros baixos, sem exigência de consultas cadastrais, comprovação de renda ou fiador; além de manter a riqueza produzida pelo bairro no próprio bairro, por aceitar a compra e a venda com a moeda local, operando sob o princípio da “Economia Solidária”.



Pioneiro na Amazônia, o Banco Tupinambá foi o trigésimo quarto em um total de cento e quatro bancos comunitários na época, que possuem estruturas semelhantes. 


Em 2011 o Banco da mais um salto em sua história, e fundado o Instituto Tupinambá com a missão é fornecer acesso a serviços bancários para os moradores, que normalmente não teriam a mesma oportunidade com os bancos tradicionais devido à falta de histórico de crédito ou de garantia financeira e/ou mesmo à distância geográfica. Além disso, também visa implementar projetos de trabalho e geração de renda através de sistemas de Economia Solidária focados na superação da pobreza urbana e rural.


Hoje em 2024 o Banco Tupinambá segue aperando agora na plataforma E-Dinheiro, plataforma criada pela Rede Brasileira de Bancos Comunitários e Municipais, que vem ajudando a comunidade da Baia do Sol e o distrito de Mosqueiro na área de inclusão financeira e desenvolvimento social.

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