Estiagem severa no Marajó compromete o abastecimento de água e afeta famílias em Anajás.

Moradores do Alto Rio Anajás enfrentam a seca dos igarapés, dificuldades de deslocamento e riscos à saúde devido à escassez de água potável.
A estiagem severa que atinge o município de Anajás, no arquipélago do Marajó, no Pará, tem provocado uma crise no abastecimento de água em comunidades rurais da região. Com a redução das chuvas e a seca de trechos dos igarapés Peixe-Boi, Ubim e Anajás-Mirim, famílias enfrentam dificuldades para obter água potável e realizar atividades essenciais do dia a dia.
Na comunidade Taboca, moradores relatam que precisam percorrer mais de uma hora de motocicleta para encontrar água considerada de melhor qualidade. A abertura de poços tem sido uma das alternativas adotadas, mas a água encontrada apresenta características que dificultam seu consumo.
Os impactos da seca na vida das famílias
A escassez compromete atividades básicas, como o preparo de alimentos, a higiene pessoal e a limpeza doméstica. O consumo de água de qualidade duvidosa também representa um risco à saúde, especialmente para crianças e idosos.
Além disso, a seca dos igarapés prejudica o transporte por embarcações, dificulta o acesso a serviços essenciais e aumenta o tempo dedicado pelas famílias à busca por água.
A importância de garantir o acesso à água
Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) apontaram a intensificação da seca no Pará entre julho e agosto de 2026, evidenciando a necessidade de medidas para atender às comunidades mais vulneráveis.
Nesse contexto, o Instituto Vitória Régia, por meio do Projeto Sanear Amazônia e do Programa Cisternas, atua para ampliar o acesso à água, promovendo soluções de captação e armazenamento que contribuem para a segurança hídrica das comunidades amazônicas.
Garantir o acesso à água é uma medida essencial para proteger a saúde, preservar a dignidade e melhorar as condições de vida das famílias que enfrentam os impactos da estiagem.
Fonte: Notícia Marajó, com informações de moradores, da ANA, do Cemaden e da Defesa Civil Estadual.




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