QUEIMADAS EM SANTARÉM ACENDEM ALERTA PARA RISCOS À SAÚDE E REFORÇAM A NECESSIDADE DE PROTEÇÃO AMBIENTAL NA AMAZÔNIA.

O avanço das queimadas e a intensa concentração de fumaça em Santarém, no oeste do Pará, têm provocado preocupação diante dos impactos da poluição do ar sobre a saúde da população e o meio ambiente. O cenário, marcado pelo aumento de problemas respiratórios e pela deterioração da qualidade do ar, reforça a necessidade de medidas preventivas e de ações que contribuam para a preservação dos recursos naturais da Amazônia.
O Pará encerrou outubro de 2026 com mais de 12 mil focos de calor, registrando o pior resultado para o mês em 29 anos de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A seca severa e os ventos fortes contribuíram para o avanço das chamas, provocando prejuízos à agricultura familiar, à pecuária, à saúde pública e às áreas de preservação ambiental.
Entre os municípios atingidos estão Monte Alegre, Aveiro, Cachoeira do Arari e Santarém. Em algumas localidades, os incêndios destruíram residências, lavouras e pastagens, ameaçando também territórios indígenas, comunidades tradicionais e patrimônios arqueológicos. Em Alter do Chão, equipes de bombeiros, brigadistas e indígenas atuaram no combate ao fogo em uma Área de Proteção Ambiental.
Para o Instituto Vitória Régia (IVR), o cenário reforça a necessidade de fortalecer as políticas públicas de prevenção, fiscalização e educação ambiental, além de garantir assistência às famílias afetadas.
A instituição defende que a preservação da Amazônia deve ser tratada como prioridade, considerando que a destruição ambiental compromete diretamente a qualidade de vida, a saúde e a segurança das populações, especialmente das comunidades ribeirinhas, rurais e tradicionais.
Preservar a Amazônia é proteger vidas.




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