Terrabras - Uma proposta para o Futuro
- 28 de abr.
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A proposta de criação da estatal brasileira Terrabras surgiu em abril de 2026 no cenário do crescente interesse global pelos chamados minerais críticos, especialmente as terras raras, essenciais para tecnologias limpas como baterias, turbinas, placas solares e equipamentos eletrônicos. Projetos de lei apresentados na Câmara dos Deputados propuseram a constituição da empresa “Terras Raras Brasileiras S.A.” ( TERRABRAS ), com atuação desde a pesquisa geológica até a exploração e comercialização desses recursos estratégicos, buscando qualificar o controle nacional sobre uma cadeia considerada fundamental para a transição energética e a soberania econômica.
A iniciativa também refletia uma preocupação geopolítica, já que o Brasil possui algumas das maiores reservas de terras raras fora da Ásia, mas ainda participa pouco da produção global e depende de tecnologia estrangeira para refino e processamento. Nesse cenário, a criação da Terrabras foi defendida por parlamentares como uma forma de internalizar valor, reduzir a dependência externa e posicionar o país de maneira mais competitiva no mercado internacional de minerais estratégicos.
Apesar do impulso inicial, o debate em torno da estatal rapidamente se tornou controverso. Setores da indústria mineral e parte do próprio governo questionaram a eficácia da medida, argumentando que os principais entraves do setor estão ligados à tecnologia, financiamento e segurança jurídica, e não à ausência de uma empresa pública. Em abril de 2026, o governo federal indicou não haver necessidade imediata de criação da estatal, o que levou ao recuo da proposta no âmbito do novo marco legal dos minerais críticos, mantendo o tema em discussão para o futuro.
Texto: Roberta Mufarrej




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